Posts Tagged ‘On writing’

Escreverei, pois.

fevereiro 26, 2010
Escrever de caneta é não ter vergonha de dizer escreverei, pois. E não preciso de borracha nenhuma me corrigindo.

Epígrafe de Mark Twain, porque este blog vive de se apoiar nos outros.

agosto 20, 2009

The difference between the right word and the almost right word is the difference between the lightning and the lightning bug.

Uma boa opção.

fevereiro 24, 2009

Nada para se fazer à tarde? Uma boa opção é parar de dormir à noite. Truman Capote fê-lo. Dormir à tarde, e passar a manhã e a noite fazendo, criando. A tarde não lhe servirá de nada mesmo: a noite é quando a mente consegue chegar mais longe. Certamente ajuda ter vários filmes para ver. Pode-se, também, passar a melhor parte das horas assistindo entrevistas de escritores, falando sobre escritura, até dar uma dor. Uma hora cansa. Uma hora, com certeza, não se aguenta mais tanta umbilicagem e, aí, tem de se levantar a cabeça. “Poxa, não sabia que existiam tantas cores assim no mundo!”

Aí sim pode-se dormir à noite.

Margaret Atwood on the difficulty of writing.

fevereiro 19, 2009

ROSE: Have you abandoned a book halfway through?
ATWOOD: Oh, several. More than halfway.
ROSE: That would kill me! You know, you get halfway through? You spend a year or two…
ATWOOD: Oh, yes. Yes, that has certainly happened. They go off to book limbo and they live in a drawer.

Mulheres de papel.

dezembro 10, 2008

Entre a Marina de Angústia e a Capitu de Dom Casmurro, sou muito mais a primeira, porque dela vemos não apenas os olhos, mas também as coxas, as pernas, a barriga, os seios, o decote, os braços, as unhas, os lábios, os cabelos…

+ Sobre How Fiction Works.

novembro 24, 2008

The language of literary criticism, Wood says, must be literary, “which is to say metaphorical.”

This is a provocative idea, but it is based on several false premises and, indeed, faulty metaphors. Literary criticism may share its subject’s language, but unlike music or painting, words can also be used to form concepts. Language is not only representational and emotive–that is, literary–it is also logical and analytic–that is, critical.

Sr. William Deresiwiecz, a julgar por nefelibata o Sr. James Wood, no The Nation. O que o Sr. Deresiwiecz critica no Sr. Wood – his looseness – seria justamente aquilo que eu elogiaria na escrita de How Fiction Works. “Dar respostas de um escritor às perguntas da crítica”, como explica o Sr. Wood no começo do livro, acerca do seu propósito. O Sr. Deresiwiecz – cujo nome coloquei no ctrl+v para agilizar – procura razão e lógica nas palavras de How Fiction Works. Não encontra. Procura consistência – JW troca literatura por ficção várias vezes, escreve ele. Também não há acha. Procura, enfim, um autor, uma linha guia, onde tudo que há é simplesmente um livro.

Ad infinitum.

novembro 21, 2008

Ocorreu-me certa idéia, talvez absurda: começaria escrevendo uma pequena história neste blog; um post e nada mais. Não a continuaria, e passaria seu encargo para outro blog, talvez algum da lista ao lado. Como num meme. Continuaria o enredo noutro blog até o momento em que fosse ser passada à frente novamente, para outro blog ainda. E neste a história continuaria, até que fosse para outro blog, e deste para outro e outro… Até que para entender o enredo, o leitor teria de atravessar todos e tantos os blogs pelos quais história mesma passou. Ela seguiria, incontrolável, e se perderia nos hyperlinks da blogosfera, até que seu começo não pudesse mais ser encontrado. E, então, finalmente, ela deixaria de ser história para tornar-se fábula.

Presságio.

novembro 10, 2008

Meu interesse por qualquer realidade que não seja verossimilhante vai se esmorecendo. O que acontecerá quando minha linguagem implodir ao falar de si mesma?

Atraso.

novembro 8, 2008

Se os autores nascem e ainda tem de crescer e aprender a andar e depois a ler e depois a escrever e depois a escrever e depois a escrever e depois publicação e depois leitores e depois críticas e depois expectativas e depois escrever e escrever e escrever isso significa que entre a ficção e a realidade há um delay não só da transmutação de fatos em palavras mas de anos e anos e anos e anos… A literatura, coitada, está sempre atrasada.

NaNoWriMo.

novembro 4, 2008

Faz três dias que começou o National Novel Writing Month. Do dia 01/11 até a meia-noite de 30/11, os inscritos têm de escrever um romance de até 50.000 palavras. Ano passado eu ouvi falar e até criei um arquivo do bloco de notas no meu desktop. Este ano vou me inscrever e ver no que dá. Não é uma competição: é apenas pelo prazer humano primevo de procrastinar. Venha você também!