Posts Tagged ‘On myself’

Um ano é muito quando se tem quinze.

outubro 1, 2009

Nosso colégio denotava nossa participação no ensino médio pela adição de uma listra branca no peito do uniforme; bem entre as listras azul e amarela que já nos acompanhavam das outras séries.

Já secundaristas, íamos para o hasteamento da bandeira na sede do ensino fundamental. Um amigo iniciou uma troca de insultos com três moleques de menor série. Para terminar a bravata, estufou o peito e, faceiro, apontou com ambos os indicadores para sua recém-adquirida listra branca.

Imitando o Silly Talks.

outubro 1, 2009

Aqui em casa, isso faz tempo, havia muita reforma e construção. Se amontoavam aqueles montes de areia vermelha num canto do estacionamento. Eu e meus primos costumávamos fazer túneis, rezando para que ficassem em pé, mas tudo sempre acabava desabando.

O meu chaveiro.

setembro 25, 2009

Carrego sempre cinco chaves: duas para abrir portões, duas para abrir cadeados e uma de abrir porta. As de abrir cadeados ficam juntas no mesmo elo, e todas se penduram no chaveiro em forma de cadeado. Das que abrem portões, uma tem forma de trapézio e a outra, de gota; a de abrir porta é circular e as de abrir cadeados tem forma de ás de paus.

Vai que vai.

setembro 17, 2009

Este blog começou numa quarta-feira, meio da semana. Tempo frio, incomum. Era noite, quase dez horas. Fim de dia. Era meio-de-semana, e tinha-se que dormir cedo para levantar cedo.

Numa madrugada de quinta, praticamente final da semana, este blog ainda vai indo, empurrado. Algumas morissocas, sim, mas comprei um mata-moscas.

Um sonho que tive.

julho 30, 2009

No dia 20 de abril, tive um sonho, o qual relato aqui com os devidos polimentos e preucações de quem faz sentido duma história sonhada.

Já há muito tempo, quando ainda havia pescadores na região da baía, todos conheciam a lenda do peixe dourado. Diziam que era o maior, mais pesado e mais suculento peixe de todo o oceano; e suas escamas amareladas brilhavam quando vinha à superfície. Seus domínios eram em alto-mar, longe da baía. Águas solitárias e sombrias. Diziam que o peixe só aparecia ao luar.

Alguns poucos tentaram pegar o misterioso peixe: um deles, um pescador, armado com a melhor vara e o melhor anzol, foi a alto-mar enfrentar a lenda. Estacionou seu barco num banco de água igual aos outros e ali ficou. Por dois dias, não pegou nada. Até que, na noite do terceiro dia, sentiu sua linha sendo puxada com tanta força que quase arrastou-o do barco: sua presa o havia encontrado. Lutou e lutou contra as investidas. Finalmente, conseguiu capturá-lo: e ele era a coisa mais bela que já se viu nesse mundo.

Retornou à baía pela manhã, quando seus companheiros zarpavam. Viram-no. Quando o brilho de dentro do barco quase os cegou, sabiam que seu companheiro conseguira a façanha que nenhum outro deles conseguira.

Após uma rodada de congratulações e aplausos, as risadas foram cessando e as palmas silenciando. O peixe dourado, a derradeira presa que o mar tinha-lhes oferecido, fora finalmente capturado.

“E agora?”, um perguntou. “Que falta capturarmos do mar?”

Entreolharam-se. Alguns com pânico, outros coçavam a cabeça, olhavam para o céu. Aquele que pescara o peixe dourado disse, então, cabisbaixo, meio incerto de suas palavras:

“Bem, ao menos nós sempre teremos o peixe sagrado para pegar.” “Peixe sagrado?”, perguntaram os outros. “Sim”, disse ele, “Pois não sabem? O Grande Peixe que afungetara o peixe dourado de seu antigo covil no fundo do mar. Diziam que, já há muito tempo…”

Vendendo o peixe.

abril 14, 2009

Fiz uma conta lá no famigerado Twitter. Quiser me acompanhar em 140 caracteres, go aqui.

Fazer nada II.

janeiro 28, 2009

Mas ainda prefiro Tetris.

Fazer nada.

janeiro 28, 2009

Aprendi a jogar paciência Spider.

Indo à aula, segunda à noite, duvido de minha materialidade.

janeiro 13, 2009

17h30, give or take, atravesso a 13 de maio. Daqui a pouco, dobrarei a direita. Mantenho-me na faixa da direita. À esquerda, voltando, passa um fiat de cor vinho, modelo antigo, de arestas pontudas, quadradão. Dentro, quem guia é meu antigo professor de biologia. Tem pressa. Observo-o. Ele me olha uma vez, e olha para frente. Continuo observando, e ele me olha outra vez. Acena com o polegar estirado para mim e respondo, repetindo o gesto.

Reconheceu-me ou, já tão acostumado, percebeu-se observado por um antigo aluno?

Pergunta.

janeiro 8, 2009

Meu iGoogle tem 147 atualizações. Chegando no Caderno de Saramago, olhei a lista. Catorze posts. No primeiro, o mais novo, havia um artigo retirado de uma revista. Presumo que o escritor com a careca e os óculos não o tenha redigido. Pensei por um momento e movi o cursor até “marcar tudo como lido”. Agora, tenho 133 atualizações.

O que isso diz de mim?