Posts Tagged ‘On films’

Kramer vs. Kramer

fevereiro 18, 2010

Ted Kramer não sabe em qual série do colégio seu filho está, e Billy não gosta do jeito que seu pai faz as torradas no café-da-manhã. Somente quando a mãe, Joanna, vai embora é que ambos são encurralados a conviverem, e, pouco a pouco, seus hábitos revelam-se paralelos. Apenas o espectador nota isto; para pai e filho, é apenas outra manhã comendo rosquinhas, tomando suco de laranja e lendo o jornal.

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Network.

novembro 24, 2009

Numa tentativa desesperada de atingir um público invisível, o jornalista Howar Beale, em Network, começa a gritar e pregar sobre o valor da vida humana: I’m a human being, goddammit! My life has value!

Sidney Lumet quase nos engana com as loucuras de Beale e este momento aparentemente idealista de seu filme. Mas logo na mesma cena, é-nos mostrada a mesquinhez das pessoas por trás das câmeras, salivando com os índices de audiência. Ninguém ali está louco de raiva. Estão até muito satisfeitos com o que o Beale acabou de fazer.

Nas ruas, as pessoas repetem o discurso de Beale: alguns trocam uma palavra, outros mudam a entonação, mas não há como esconder o que um desapontado Max Schumacher, amigo de Howard Beale, já sabe: ninguém ali está louco de raiva. Todos só estão fazendo o que a televisão mandou.

O que me ficou de Neuromancer.

outubro 20, 2009

Acabei de terminar o livro. É confuso e tem muitos adjetivos. Devolvo hoje mesmo.

Oh, Disney, where art thou?

agosto 23, 2009

Patcha e Cuzco aprontam muita confusão.Eu sempre adorei A Nova Onda do Imperador. E sempre que me dava vontade de assistir, eu colocava o DVD para rodar. Até perder o dito cujo, e desde então minha vida nunca mais foi completa.

Depois d’A Nova Onda, a Disney ainda lançou três outras animações tradicionais (daquelas que não são feitas em computador), nenhuma tão engraçada quanto. Este período eu vou de chamar de Disney Sci-Fi: Em Atlantis, é a história sobre a busca do continente perdido – nunca vi, mas qualquer dia eu alugo; em Lilo & Stitch, é sobre um alien que vem pra Terra e é encontrado por duas irmãs havaianas; e, finalmente, Treasure Planet, que eu gosto porque tem piratas e barcos voadores, mas nada demais.

E por um tempo foi bom. Lilo & Stitch fez um dinheiro do caralho: produção de 80 milhões, lucro de 193 milhões.

Amor fraternal e humor morno em Irmão Urso.Aí entramos no período que eu chamo de Cute N’Cuddly: onde o Sr. Eisner volta a usar animais para contar histórias mornas. Nada contra animais contando histórias, mas Brother Bear e Home On The Range estão a anos-luz de Mogli e 101 Dálmatas (não vou falar de Rei Leão por que é covardia). Contudo, ainda são filmes legais. Contudo, nada memorável, e bem abaixo do que a Disney pode oferecer.

Home On The Range foi anunciado como o último filme de animação tradicional produzido pela empresa. A estratégia não funcionou: o filme bombou. O que se seguiu foi o período em que a Disney inventou de tentar ser a Pixar: Chicken Little, Meet The Robinsons e Bolt. Credo em cruz. (Alguém se lembra de Dinossauro? Putz.)

Mas assistindo A Nova Onda do Imperador, e vendo a Disney tentando mudar o tom de clássico da fábula-com-moral para gags-com-alguma-moral-em-algum-lugar – o humor vintage do Pernalonga – me faz querer ver A Princesa e O Sapo no cinema. Só pra ver qual vai ser.

Meu post sobre John Hughes.

agosto 10, 2009

John Hughes, diretor dos geeks.

John Hughes, diretor dos geeks.

Eu nunca fui muito de acompanhar a Sessão da Tarde. Por causa disso, perdi altos filmes, que me fazem perder altos papos. Até hoje, quando falam daquela cena irada do Curtindo a Vida Adoidado, se lembra? eu sorrio feito abestado, levanto os ombros e, resignado, admito que não, não me lembro. Eu nunca vi o filme. Nem alugado, nem zapeando pela televisão. Never. Mas ouvi dizer que é muito bom: tem uma cena com o Twist And Shout, tem o Mathew Broderick (o pôster eu cheguei a ver). A reação normal é de surpresa: não vi o filme, tu não viu o filme, não, não vi, cara, você tem que ver, verei. Finito.

Contudo, agora que o diretor morreu, coitado, e todo mundo lembrando do Ferris Buellers’ Day Off e tantos outros clássicos do cinema nerd, me veio uma certa tristeza: em vários lugares, leio sobre como os filmes foram marcantes e famosos e tantas pessoas os assistiram e compartilharam essa experiência. Mas eu nunca vi os filmes, e quando for vê-los agora (porque eu vou ver: agora eu tenho que ver) não vai ser a mesma coisa. Uma tristeza ficar de fora. E uma tristeza maior ainda por nunca ter visto direito Mulher Nota Mil.

Tubing.

fevereiro 17, 2009

01. Telecurso 2000, Monty Python style: Look Around You. 02. Não fosse a classe e a sabedoria de Aldous Huxley, esta entrevista seria ainda pior. Veja aqui uma muito melhor. 03. Origin Of The Universe, por Stephen Hawking. Buracos negros, powerpoint e Woody Allen. Imperdível. 04. Charlie Rose, o entrevistador, entrevista seu duplo. Discutem o futuro da tecnologia, o Google e o porquê de Steve não estar feliz. By Samuel Beckett. 05. A gente veio foi de uma garrafa de coca-cola.

“No, you’re DEAD!”

fevereiro 8, 2009

Reclamando da Globo.

dezembro 10, 2008

Depois daquele derradeiro Fantástico que o clipe da Lua-da-paixão-vai-sorrir-ou-vai-chorar da Sandijúnior ganhou de um dos Beatles, eu digo é vixe.

Todo mundo falando nesse seriado da Capitu: eu digo é vixe de novo. “Uma das personagens mais complexas da literatura brasileira.” Eu digo é vixe outra vez: a mulher é só olho, que nem dela é. Mas essas são outras questões: o principal problema é: no seriado, ela dá ou não dá pro Escobar?

E outra ainda: no livro matam ela em uma linha. E no seriado? Em um frame? Não, obrigado: fico com Heroes anytime of the week.

The Other Boleyn Girl. (ii)

novembro 6, 2008

Now go to France. The queen of France is sophisticated. Be useful to her, amuse her. She’ll admire your spirit. Learn from her. Observe the ladies of the court. See how they achieve what they want from their men, not by stamping their little feet but by allowing the men to believe that they, indeed, are in charge. That is the art of being a woman.

Kristin Scott Thomas aconselhando Natalie Portman. Sabedoria do século XXI que ainda hoje se aplica ao século XVI.

The Other Boleyn Girl. (i)

novembro 6, 2008

Depois que soube que este filme era sobre Natalie Portman e Scarlett Johansson em espartilhos, não tive dúvidas de que era meu dever masculino assistí-lo custe o quanto custar. Após um começo super positivo, com a Sra. Johansson sendo banhada pelas criadas, o filme é straight downhill from there. Puxa, até a Keira Knightley se jogou na água.

Apesar da escassez de nudez e das cenas de sexo desfocadas – não desmereço pela falta de nudez: desmereço porque um corte brusco resolveria mais rapidamente a falta de nudez johanssoniana da cena – o filme é surpreendentemente bem feito. Natalie Portman encarna Lady Macbeth e mostra o que se passa na cabeça das mulheres francesas do século XVI. Scarlett Johansson, mesmo vestida, ainda consegue ser a irmã boazinha, que manipula sem querer o rei da Inglaterra, e acaba tendo uma filha de Henrique – Elizabeth. Ela mesma. A história é a que conhecemos das aulas de história: Henry Tudor separou o Estado Inglês e a Igreja Católica, unindo Estado e Igreja inglês num só. No filme, constatamos que não foi de graça, mas nada que algumas decapitações vespertinas não resolvessem.