Posts Tagged ‘On books’

321 páginas de Beatles…

outubro 6, 2009

…e os caras nem sequer gravaram o primeiro álbum. Ou contrataram o Ringo Starr.

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Um livro que comprei.

setembro 22, 2009

Almas Mortas, de Gógol. Comprei sem a menor intenção de ler. É volumoso: o acúmulo das 445 páginas ajudam o livro a ficar em pé sozinho. Tem a capa dura de bordas douradas, num estilo XIX Century Chic; a edição, contudo, saiu em 87 pela Victor Civita.

Da mesma coleção, tenho também Crime e Castigo, em dois tomos: os Dostoiévskis são livros largos e marrons, diferentes do avulso e vermelho Gógol. Seguindo o tema da coleção, as primeiras páginas vem com uma foto preto-e-branco do autor e uma página de biografia com letras miúdas.

O enredo de Crime e Castigo sei por cima – tenho o livro, comecei duas vezes, nunca li inteiro: Raskólnikov mata a síndica de seu prédio e sai pelas ruas de São Petersburgo filosofando e encontrando as outras personagens; do Gógol, tenho o livro, já abri, mas nunca terminei a primeira página. Não sei do que se trata, não chequei na Wikipédia: comprei-o porque bonito e bem conservado. Até agora, estou conseguindo não ler.

O acúmulo das 445 páginas ajudam o livro a ficar em pé sozinho.

É o humanitismo.

setembro 14, 2009

Estou lendo o Quincas Borba, numa edição da Coleção Jabuti de 1972. Páginas amareladas, capa simples, texto integral. Paradidático.

Voltando do curso de alemão (Wie geht’s, blogger freunde?) estava sem um tostão e fui ao caixa automático fazer um saque. Na fila, poucas pessoas. Uma rapariga em particular iniciava a leitura de um livro, do qual percebi verde a contracapa. Gosto de checar o tipo livro que as pessoas lêem na rua, mas a pequena (ganhava-lhe na estatura) voltava a capa do escrito para baixo, negando-me sua identidade. Aguardei, atento. Chegada sua vez de ir ao caixa, ela guarda o livro na bolsa, revelando-me sua identidade: é o mesmo Quincas Borba que estou a ler: páginas amareladas, capa simples, texto integral. A única diferença era o adesivo de identificação colado na capa.

Dois patinhos na lagoa.

outubro 28, 2008

Talvez por empa- ou telepatia, ou simplesmente por ver-me agarrado com o São Bernardo, meu pai acabou dando-me o Angústia, que ontem mesmo eu procurava na livraria. Felizmente, não encontrei. (Presentaço desse estragado, já pensou?) O livro é daquela coleção do Graciliano Ramos que a Record lançou, que vem falando das lavadeiras na quarta capa. Editado com poucas frescuras, não há artigos nem ensaios estragando as páginas do meu livro: uma pequena cronologia, uma bibliografia do autor e de gente falando sobre ele.

O presente não é sem propósito: hoje é meu aniversário, mas isto é o de menos. O que importa é que ontem foi o aniversário do Sr. RAMOS, Graciliano – como é conhecido nas rodas acadêmicas. Quero lhe desejar, mesmo atrasado, um feliz aniversário; que possa encontrar muita felicidade em seus 116 anos, ainda que 56 deles sejam póstumos. Quanto a mim, a fortuidade besta de ter nascido 94 anos e um dia depois dele já me alegra.

Booker.

outubro 14, 2008

Nunca acompanhei a entrega do Booker Prize, mas, depois do qüiproquó do Nobel, resolvi dar uma checada, já que a shortlist estava bem na minha cara, na primeira página do Guardian. Dou uma rápida olhadela na foto dos finalistas: são seis, uma mulher e cinco cuecas. Há dois indianos, dois ingleses, um australiano e um irlandês. Quatro escrevem seus livros em primeira pessoa. Aguardarei o resultado.

***

Toda essa conversa sobre prêmios literários me deixou com vontade de ler os autores vivos que ainda não li, mas que sei que existem. Terminei ontem de ler (ou reler, não tenho certeza) o São Bernardo, de Graciliano Ramos e, apesar de se muito bom, o Sr. Ramos já não produz algo novo faz algumas décadas. Dito isto, revelo que desejo ler algo de VS Naipaul, JM Coetzee e, principalmente, este tal de Philip Roth, que – fato inédito no círculo literário – não abrevia seus prenomes. Vamos ver no que dá.

Edit: O prêmio foi para o indiano Aravind Adiga e seu livro The White Tiger.