outubro 7, 2009

Cego pela hubris, avanço a uma artrópode que escapa pelo chão. Estalo o mata-moscas: mato-a…


outubro 7, 2009

Derrubo-as, uma a uma. Confiante, torno minha mira às formigas que infestam a parede. O mata-moscas estala a cada acerto.


outubro 7, 2009

Empolguei-me com a estatística e saí à caça: a cozinha foi meu primeiro hunting ground


outubro 7, 2009

Pus-me à missão de contar quantas morissocas matava numa noite. Três, com o mata-moscas; uma, de mãos limpas.


321 páginas de Beatles…

outubro 6, 2009

…e os caras nem sequer gravaram o primeiro álbum. Ou contrataram o Ringo Starr.


As olimpíadas.

outubro 4, 2009

Porque faço Letras, são algumas as vezes que me fazem de Pasquale: um amigo perguntou-me se é certo o que dizem na TV: que as olimpíadas, assim, no plural, vêm aí. Corro ao Aurelinho, e encontro “olimpíada”. Óbvio. Mas, logo abaixo,  também encontro “olimpíadas”. Duas palavras diferentes. A primeira, substantivo feminino, “celebração dos jogos olímpicos”; a segunda, substantivo feminino plural, “jogos olímpicos”.

Faço senso dos verbetes e explico ao xará – pois também é Caio, o gajo. Insatisfeito, ele retorna:

– Então qual é a que vem pro Brasil?

Penso. E solto:

– As duas: a gente vai celebrar os jogos e jogá-los.

Também já me pediram epígrafe sobre chuva para monografia, mas não consegui encontrar.


Um ano é muito quando se tem quinze.

outubro 1, 2009

Nosso colégio denotava nossa participação no ensino médio pela adição de uma listra branca no peito do uniforme; bem entre as listras azul e amarela que já nos acompanhavam das outras séries.

Já secundaristas, íamos para o hasteamento da bandeira na sede do ensino fundamental. Um amigo iniciou uma troca de insultos com três moleques de menor série. Para terminar a bravata, estufou o peito e, faceiro, apontou com ambos os indicadores para sua recém-adquirida listra branca.


Imitando o Silly Talks.

outubro 1, 2009

Aqui em casa, isso faz tempo, havia muita reforma e construção. Se amontoavam aqueles montes de areia vermelha num canto do estacionamento. Eu e meus primos costumávamos fazer túneis, rezando para que ficassem em pé, mas tudo sempre acabava desabando.


Passe o cursor por cima da imagem.

setembro 26, 2009

O time que cuida das imagens enviadas pela sonda espacial Cassini, regidos por Carolyn Porco.


No ponto de ônibus.

setembro 25, 2009

Alinhavava o post abaixo no ponto de ônibus. Passam, um atrás do outro, três ônibus velhos. Cospem CO². E então, surgida da fumaça, aparece-me uma velha. Sobre a cabeça, um topete pichaim cor-de-burro-quando-foge, um tope preto e desdentada. Me pergunta, meio olhando por cima de mim:

– Me dá dez centavo?

Baixo a cabeça, e rio, assustado:

– Tem não.

E, arrastada pela própria inércia do topete, vai-se.