Network.

novembro 24, 2009

Numa tentativa desesperada de atingir um público invisível, o jornalista Howar Beale, em Network, começa a gritar e pregar sobre o valor da vida humana: I’m a human being, goddammit! My life has value!

Sidney Lumet quase nos engana com as loucuras de Beale e este momento aparentemente idealista de seu filme. Mas logo na mesma cena, é-nos mostrada a mesquinhez das pessoas por trás das câmeras, salivando com os índices de audiência. Ninguém ali está louco de raiva. Estão até muito satisfeitos com o que o Beale acabou de fazer.

Nas ruas, as pessoas repetem o discurso de Beale: alguns trocam uma palavra, outros mudam a entonação, mas não há como esconder o que um desapontado Max Schumacher, amigo de Howard Beale, já sabe: ninguém ali está louco de raiva. Todos só estão fazendo o que a televisão mandou.

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2 Respostas to “Network.”

  1. Ed Says:

    Vi esse filme há duas semanas, rapaz. Que coisa. Bom, né? Beale é o tipo de jornalista que eu jamais seria.

  2. Caio Marinho Says:

    Sidney Lumet at his best, Edward.


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