No ponto de ônibus.

setembro 25, 2009

Alinhavava o post abaixo no ponto de ônibus. Passam, um atrás do outro, três ônibus velhos. Cospem CO². E então, surgida da fumaça, aparece-me uma velha. Sobre a cabeça, um topete pichaim cor-de-burro-quando-foge, um tope preto e desdentada. Me pergunta, meio olhando por cima de mim:

– Me dá dez centavo?

Baixo a cabeça, e rio, assustado:

– Tem não.

E, arrastada pela própria inércia do topete, vai-se.

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