Biblioclastia.

novembro 10, 2008

Livros, mesmo sem associação a alguém conhecido, têm, em qualque caso, uma qualidade quase sagrada: é necessesário apenas imaginar alguém rasgando, uma a uma, as páginas de um romance de aeroporto barato e mal-acabado para que se possa prová-lo. Se víssemos alguém a fazê-lo, deveríamos estremecer, e pensar nesta pessoa como um bárbaro, não importa qual seja a natureza do livro. O horror causado pelo incêndio de livros é independente da qualidade dos livros queimados.

Tentei pensar em algo melhor; o ano em que havia comprado o livro, ou a série que frequentava quando ainda era paradidático. Não consegui. Depois de ler este artigo (em inglês, tradução livre), tudo que escrevi ao pegar minha cópia de São Bernardo para conspurcá-la eternamente foi a seguinte inscrição:

Comprado há muito tempo e redescoberto durante o mês de outubro, 2008.

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3 Respostas to “Biblioclastia.”

  1. ed Says:

    meus livros são grifados, pelos menos aqueles cujas edições antigas não puderam em mim despertar pena.

    (às vezes, ao lado de um grifo, fazia alguma observação mortífera. lembro de ter usado, por exemplo, trechos sinistros d’o retrato de dorian gray numa carta que escrevi a uma namorada, há uns anos, a fim de dar fim à relação)

    oh.

  2. Caio Marinho Says:

    Damnit, boy: you’re mean.

    Seus Chestertons são grifados, meu caro? E se são, a lápis ou a caneta?

  3. Edson Junior Says:

    O Ortodoxia não, que é novo e deu dó. The man who was thursday sim, a lápis, de levinho.


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