Dois patinhos na lagoa.

outubro 28, 2008

Talvez por empa- ou telepatia, ou simplesmente por ver-me agarrado com o São Bernardo, meu pai acabou dando-me o Angústia, que ontem mesmo eu procurava na livraria. Felizmente, não encontrei. (Presentaço desse estragado, já pensou?) O livro é daquela coleção do Graciliano Ramos que a Record lançou, que vem falando das lavadeiras na quarta capa. Editado com poucas frescuras, não há artigos nem ensaios estragando as páginas do meu livro: uma pequena cronologia, uma bibliografia do autor e de gente falando sobre ele.

O presente não é sem propósito: hoje é meu aniversário, mas isto é o de menos. O que importa é que ontem foi o aniversário do Sr. RAMOS, Graciliano – como é conhecido nas rodas acadêmicas. Quero lhe desejar, mesmo atrasado, um feliz aniversário; que possa encontrar muita felicidade em seus 116 anos, ainda que 56 deles sejam póstumos. Quanto a mim, a fortuidade besta de ter nascido 94 anos e um dia depois dele já me alegra.

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4 Respostas to “Dois patinhos na lagoa.”


  1. Embora eu tenha um enorme fascínio pelas ciências ditas humanas,que estudo e atuo, nunca tive a menor aversão pelas exatas como muitos de meus classmates. Na verdade até me simpatizo.

    Digo isso porque seu post me lembrou aqueles problemas de matemática do segundo grau. Não sei se este foi seu propósito. Seja como for, parabéns pelos seus 22 anos.

    Que os bons ventos estejam a seu favor.
    fique com Deus
    um abraço

  2. Caio Marinho Says:

    Meu interesse por estas ciências surgiu depois de ler Wittgenstein, Jean. Não diria que compartilho este interesse – fascínio mesmo – com todas as disciplinas ditas exatas, mas definitivamente ouço com gosto alguém falar sobre física, matemática e lógica.

    Meu propósito não era consciente quano escrevi o título, mas chegando no leitor, tá valendo. =)

    Grato pelas congratulações, meu caro.

  3. Donato Says:

    Bem, eu nasci no mesmo dia em que, 344 anos antes, vira a luz Luís XIV. A coincidência é reforçada pelo fato de que ele ficou conhecido como “Dieudonné”, i. e., “Doado por Deus”, que é justamente o sentido que minha mãe procurou dar ao meu nome. Se eu acreditasse em correspondências místicas, seria impossível evitar a sensação de que carrego comigo um karma terrível, potencialmente humilhante.

    Também eu gosto de Lully e de Molière (como é possível não apreciá-los?), mas, ao contrário do rei, não torço o nariz para Saint-Simon.

  4. Caio Marinho Says:

    “A blogosfera sou eu.”

    Cuidado com guilhotinas e revoluções, meu caro. ;]


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