Nomeando.

outubro 24, 2008

Nomes fictícios – não falsos, apenas os que nomeiam as personagens fictícias – são difíceis de acertar: é o que comenta o blog de livros do Guardian. Fala de Dickens e seus nomes utilitários, entre alguns outros. Também poderia falar dos do Harry Potter, que parecem mais trava-línguas que sobrenomes, como Lovegood e Longbottom.

Em terras brasileñas, penso, primeiramente, em Riobaldo, O Dr. Fausto sertanejo. A fluvialidade do personagem sempre me pareceu muito na cara com esse nome, mas não é ruim não. Falaram como J.J. Veiga, certa vez, sobre isso: ele não gostava de “Riobaldo”, mas isso era problema dele. Paulo Honório – Graciliano de novo? – é outro nome bem-na-cara: o capitalismo atávico do protagonista é exposto até na certidão de nascimento. Há um escritor bem legal: Moreira Campos. Ele não nomeia as personagens de seus contos, só um João, José ou Maria perdido, mas é geralmente “ele” ou “ela”.

Jean Piter Inzaghi mostra que a blogosfera também se preocupa com nomes. Eu nem tento mais nas minhas personagens, que é trabalho demais afinar o nome com a personalidade; ao ponto de você esquecer que Capitu não é o verdadeiro nome dela.

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2 Respostas to “Nomeando.”


  1. Interessante. Não havia reparado isso ainda.


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