O bigode dos escritores. (i)

outubro 23, 2008

Durante o período pós-guerra, muitos escritores procuravam novas maneiras de lidar com o bafo da matança ainda fedendo no cangote: no noroeste europeu, o autor de Ulysses optava pelo bigodinho aparado em acordo com a linha nasal, seguido de um cavanhaque malamanhado. Um pouco mais abaixo, atravessando a Mancha, também Fernando Pessoa transitava pelo mesmo território capilar, mas com o bom tom de cortar fora o inoportuno pêlo sub-facial. Podia-se notar a confluência da literatura européia para uma linha mais acima do lábio superior. O movimento, influenciado por Nietszche, encontraria dissidência em Marcel Proust, que alongou o bigode e apontou as pontas, abaitolando o negócio.

Anúncios

2 Respostas to “O bigode dos escritores. (i)”

  1. tati Says:

    uhauauhuahuha!


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: