Archive for outubro, 2008

E se Kafka fosse japonês?

outubro 29, 2008

ROLLING BOMBER!

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Dois patinhos na lagoa.

outubro 28, 2008

Talvez por empa- ou telepatia, ou simplesmente por ver-me agarrado com o São Bernardo, meu pai acabou dando-me o Angústia, que ontem mesmo eu procurava na livraria. Felizmente, não encontrei. (Presentaço desse estragado, já pensou?) O livro é daquela coleção do Graciliano Ramos que a Record lançou, que vem falando das lavadeiras na quarta capa. Editado com poucas frescuras, não há artigos nem ensaios estragando as páginas do meu livro: uma pequena cronologia, uma bibliografia do autor e de gente falando sobre ele.

O presente não é sem propósito: hoje é meu aniversário, mas isto é o de menos. O que importa é que ontem foi o aniversário do Sr. RAMOS, Graciliano – como é conhecido nas rodas acadêmicas. Quero lhe desejar, mesmo atrasado, um feliz aniversário; que possa encontrar muita felicidade em seus 116 anos, ainda que 56 deles sejam póstumos. Quanto a mim, a fortuidade besta de ter nascido 94 anos e um dia depois dele já me alegra.

How a writer pays his bills.

outubro 25, 2008

Ora, assim, é claro!

Nomeando.

outubro 24, 2008

Nomes fictícios – não falsos, apenas os que nomeiam as personagens fictícias – são difíceis de acertar: é o que comenta o blog de livros do Guardian. Fala de Dickens e seus nomes utilitários, entre alguns outros. Também poderia falar dos do Harry Potter, que parecem mais trava-línguas que sobrenomes, como Lovegood e Longbottom.

Em terras brasileñas, penso, primeiramente, em Riobaldo, O Dr. Fausto sertanejo. A fluvialidade do personagem sempre me pareceu muito na cara com esse nome, mas não é ruim não. Falaram como J.J. Veiga, certa vez, sobre isso: ele não gostava de “Riobaldo”, mas isso era problema dele. Paulo Honório – Graciliano de novo? – é outro nome bem-na-cara: o capitalismo atávico do protagonista é exposto até na certidão de nascimento. Há um escritor bem legal: Moreira Campos. Ele não nomeia as personagens de seus contos, só um João, José ou Maria perdido, mas é geralmente “ele” ou “ela”.

Jean Piter Inzaghi mostra que a blogosfera também se preocupa com nomes. Eu nem tento mais nas minhas personagens, que é trabalho demais afinar o nome com a personalidade; ao ponto de você esquecer que Capitu não é o verdadeiro nome dela.

Tráfego.

outubro 24, 2008

O painel do WordPress me informa que as principais mensagens deste blog são: O homem por trás do post, com 18 visualizações; Literatura de mulher, com 10 visualizações e E Mike Nichols disse, com 9. Também me informa que os posts mais ativos são O homem por trás do post, Linkagem e Prostituição, respectivamente, com 7, 7 e 5 visualizações.

A diferença entre os dois tipos – principais mensagens e mais ativo – eu ainda estou tentando descobrir, mas o que é realmente interessante é aquilo que os internautas procuram para chegar até aqui: segundo o painel, no topo das pesquisas estão, nesta ordem, prostituição e literatura na mulher.

Sinceramente acredito que sejam alunos universitários procurando fontes diferentes da Wikipédia para seus trabalhos. Mil perdões.

O bigode dos escritores. (ii)

outubro 23, 2008

No Brasil, o movimento europeu encontraria pouca repercussão. A literatura brasileira, mais vetusta, calcada na Grécia, optaria por uma prevalência das barbas homéricas, como pode ser registrado em Machado de Assis e José de Alencar.

O bigode dos escritores. (i)

outubro 23, 2008

Durante o período pós-guerra, muitos escritores procuravam novas maneiras de lidar com o bafo da matança ainda fedendo no cangote: no noroeste europeu, o autor de Ulysses optava pelo bigodinho aparado em acordo com a linha nasal, seguido de um cavanhaque malamanhado. Um pouco mais abaixo, atravessando a Mancha, também Fernando Pessoa transitava pelo mesmo território capilar, mas com o bom tom de cortar fora o inoportuno pêlo sub-facial. Podia-se notar a confluência da literatura européia para uma linha mais acima do lábio superior. O movimento, influenciado por Nietszche, encontraria dissidência em Marcel Proust, que alongou o bigode e apontou as pontas, abaitolando o negócio.

Gin and tonic.

outubro 23, 2008

Despite rationing, Amis managed to find enough sherry to get drunk for the first time in his life, an event which left him vomiting into a chamber pot. He also arranged for his first sexual encounter, through a friend who knew a woman who was willing but had a couple of requests: that he first read a marriage manual, and next, that he lay in a supply of condoms. If Amis’s fictional hints are to be trusted, the experience was less than a success, due to the fact that he did not follow the book’s advice.

Álcool e literatura não raro andam de mãos dadas. Brendan Behan definiu-se como um drinker with a wrinting problem. Scott Fitzgerald e Hemingway bebiam juntos, e tem até aquela estória da aposta no bar pra ver quem tinha o maior, a-ham, membro. Aqui pode-se encontrar um enorme, excelente trecho do livro A Drinking Companion, onde Kelly Boler narra as patuscadas de Kingsley Amis, especialmente a maior de todas elas: sua vida. Recomendo bastante.

Prostituição.

outubro 22, 2008

Estou a gastar minhas falanges num artigo intitulado Uma análise da construção dos ethe discursivos na peça Barrela, de Plínio Marcos, para a cadeira de Análise de Discurso da faculdade, e não consigo me livrar deste sentimento de ter meu cérebro, minhas palavras e meu tempo, todos alugados por uma causa, no mínimo, monótona e irritante. Escolhi a peça por ser pequena e simples de trabalhar; tivesse escolhido algo mais complicado e longo, deus sabe onde estaria minha sanidade agora.

Eita que este canudo está me saindo cada vez mais caro. Juro que me sinto emburrecer a cada nota de rodapé que sou obrigado a colocar para preencher a lauda. It’s Just bullshit on the horizon.

***

Um diálogo inspirado por Woody Allen, que ilustra bem meus sentimentos:

– It just keeps getting worse, doesnt’ it? Life and all that.

– Pretty much, yeah.

– So why not just kill yourself and get it over with?

– Well, they have good food.

Ladies and gentlemen, Steven Wright.

outubro 18, 2008

I asked my girlfriend "have you ever had sex with a woman?", and she said "no.", and I said "you should try. It's really fun."

Do álbum I still have a pony, o comediante Steven Wright e seus incríveis one-liners:

I’m addicted to placebos. I could quit, but it wouldn’t matter. // You know, the Earth is bipolar. // My teacher asked us, if we could be any animal in the world, what animal would we be? So I raised my hand and said “a bird” , and she said “why? So you could fly?”, and I said “no. So my shit would be white.” // My nephew has HDADD. High-definition-attention-déficit-disorder. He can barely pay attention, but when he does its unbealivably clear. // Jesus turned a lot of people off, you know. “Would you stop turning the water into wine, I’m trying to take a shower!” // You know when you look at a star, and it may not even be there anymore, ‘cause it takes so long for the light to get from there to here, and it may be gone, just it looks like it still there? That’s how I see my old girlfriends.