Archive for setembro, 2008

Língua de foder.

setembro 30, 2008

Sou só eu o espanhol é língua pra foder? Afinal, ninguém fica sozinho de mãe e de alma como fica no alemão. E lenguaje parece agarre-me, e isto sumariza tudo.

Literatura de mulher.

setembro 30, 2008

Ah, o abandono do blogueiro irresponsável: não é mais a tela em branco que lhe amedronta, mas a imagem mesma da tela em branco. Não posta, não comenta, não me chama de mulher. Ah…

Esclarecido isto, ao que importa.

***

Não precisa ter pudor de dizer: tem livro que é livro de mulher. Clarice Lispector é livro de mulher, Virginia Woolf (u-úlf, minha gente: uôlf é lobo em inglês) também. Aquela outra, Sylvia Plath, que se matou; a trêbada: Hilda Hilst; aquela que ainda é viva, a Marina Colasanti: tudo literatura de mulher. Mulherzinha mesmo. Sobremaneira. Já tive minha fase de gostar de Clarice Lispector – talvez um dos melhores sobrenomes já inventados – mas hoje só me restam os trabalhos da faculdade, A Hora da Estrela e Água Viva guardados nas prateleiras.

O que advogo, contudo, não é que literatura boa seja literatura de macho – existe isso?. Far from it: com esta discussão da feminilidade nas palavras literárias, quero apelar para o descapslockiamento da literatura; o deseruditamento dos romances. Literatura é a mesma coisa que política, religião e sexo: é conversa de bar, é pano pra manga. quem leu, leu; quem não leu, fala o que achou assim mesmo (Não li, não gostei. ANDRADE, Oswald). Conversa de universitário? Sim. Mas em blog pode, que é mídia alternativa.

Mais sobre isto depois.

Que remédio.

setembro 25, 2008

O que fazer quando sua vida lhe sufoca às palavras? Quando, entre trabalhos da faculdade e murissocas invadindo seu quarto, não há silêncio suficiente para ouví-las (as palavras) sussurrando o que não pode ser dito? Meu computador deu para reiniciar sozinho e meu monitor funciona quando quer; a impressora faz o barulho de imprimir, e nada mais: ninguém me avisou que estava faltando tinta.

E o que é pior: aquilo que sempre tento evitar transformou minhas palavras em reclamação, picuinhas e bobagens. Tudo, menos coisa que preste.

Uma pena, mas que remédio, hem?

E Mike Nichols disse:

setembro 16, 2008

“Faça-se a comédia romântica.”

Wittgenstein, 6.4311.

setembro 13, 2008

A morte não é um acontecimento da vida. Não há uma vivência da morte.

E isso talvez explique o olho de Escher no alto da página.

Perseguido.

setembro 13, 2008

Perseguido por minhas obrigações, não tenho com que escrever. Não é o tempo, mas a presença que me esmaga.

All that jazz.

setembro 10, 2008

Ainda estou lutando contra o novo painel – WordPress é muito diferente do Blogspot. O que logo me chateia é não poder editar a fonte dos posts. Pô, sacanagem, né? Aqui é tudo mais clean, azul-piscina. Tão estranho, mas, mesmo assim, é ótimo sair da realidade e voltar ao reino das vírgulas (não se pode editar o cabeçalho da sua vida, afinal).