A música de bolso – dos reprodutores de som portáteis – servem um propósito maior do que o simples entretenimento auricular: não é mais emocionante retornar à casa ao som de uma power balad do que ao de carros esquentando pela avenida? A espera pelo coletivo não se intensifica ao som de uma guitarra elétrica? O simples ato de abrir a geladeira não escapa da mundaneidade quando acompanhado de um baixo freneticamente monocórdico? Há um propósito aqui; uma vontade: os fones isolam nossos ouvidos do zunido prosaico do mundo para que, através da música, nossa vida adquira, enfim, algum sentido.
fevereiro 24, 2010 às 1:27 pm
Muito boa essa palavra, né, “coletivo”. Gosto muito ^^
fevereiro 25, 2010 às 1:48 am
É sim, Luigi.
março 3, 2010 às 11:25 am
E que tal correr ouvindo Eye of the Tiger?
março 24, 2010 às 7:34 am
Seria bastante apropriado, meu caro. Dependendo do humor, claro. Poderia rolar um All By Myself também.