Ieda tem um blog que atualiza quando quer, quando pode. Ou melhor, Ieda atualiza quando deve. Sem caixa de comentários – uma tristeza – acompanho os parágrafos em primeira pessoa. Sempre boa leitura. O última post está com um mês e um dia. Só fui ler hoje que minha conta no iGoogle está já na casa dos três dígitos e subindo. Não leio mais nada. Não façam como eu, leiam alguma coisa, como Ieda, a estudante esteta. Um excerto abaixo, trés good.
O que mais me deixa nervosa, na verdade, é o meu nervosismo. Eu sofro por antecipação, imaginando quão nervosa eu vou ficar e já fico nervosa com o meu futuro nervosismo que com certeza fará brotar sintomas psicossomáticos em meu corpo e mente como coreanos na Coréia. De antemão, eu sei de cor quantas noites eu não dormirei, quantas vezes eu vou chorar, ter crises de gastrite ou seja lá o que for, como uma Cassandra que prevê as próprias espinhas – oh, me perdoem, estou mais pra lá do que pra cá.
Há a teoria de que se não fosse o nervosismo do meu nervosismo eu já estaria fazendo grandes coisas, mas essa teoria só me deixa ainda mais nervosa e impaciente. Entre “querer é poder” e “não é pra quem quer mas pra quem pode”, sempre preferi “não é pra quem quer”. Me parece uma justiça divina, uma provisão que independe do meu medo, da minha insegurança. Se posso, as coisas acontecem, quando forem acontecer. Essa é outra teoria.