Vendendo o peixe.

Fiz uma conta lá no famigerado Twitter. Quiser me acompanhar em 140 caracteres, go aqui.

Quem és tu?

Encontrei um pedacinho de papel na minha bancada. Não reconheci a letra.  Diz ele, misteriosamente:

nasceu na Rússia

cresceu na África

mudou-se para América e

morreu no Japão.

The Unquietable Iron Man.

Voltando à Terra numa nave feita de pedra, Hulk é surpreendido por várias armaduras do Homem de Ferro. Seu robô-navegador indaga: “Sire, este não é daqueles que o traiu?”

Ao que o gigante verde responde: “São apenas cascos.”

“Nossas leituras não podem confirmar isso. Como…?”

“Eles estão quietos. Stark nunca se cala.”

Ieda, estudante esteta

Ieda tem um blog que atualiza quando quer, quando pode. Ou melhor, Ieda atualiza quando deve. Sem caixa de comentários – uma tristeza – acompanho os parágrafos em primeira pessoa. Sempre boa leitura. O última post está com um mês e um dia. Só fui ler hoje que minha conta no iGoogle está já na casa dos três dígitos e subindo. Não leio mais nada. Não façam como eu, leiam alguma coisa, como Ieda, a estudante esteta. Um excerto abaixo, trés good.

O que mais me deixa nervosa, na verdade, é o meu nervosismo. Eu sofro por antecipação, imaginando quão nervosa eu vou ficar e já fico nervosa com o meu futuro nervosismo que com certeza fará brotar sintomas psicossomáticos em meu corpo e mente como coreanos na Coréia. De antemão, eu sei de cor quantas noites eu não dormirei, quantas vezes eu vou chorar, ter crises de gastrite ou seja lá o que for, como uma Cassandra que prevê as próprias espinhas – oh, me perdoem, estou mais pra lá do que pra cá.

Há a teoria de que se não fosse o nervosismo do meu nervosismo eu já estaria fazendo grandes coisas, mas essa teoria só me deixa ainda mais nervosa e impaciente. Entre “querer é poder” e “não é pra quem quer mas pra quem pode”, sempre preferi “não é pra quem quer”. Me parece uma justiça divina, uma provisão que independe do meu medo, da minha insegurança. Se posso, as coisas acontecem, quando forem acontecer. Essa é outra teoria.

I’m so sorry, blog.

Você não liga, não manda email, nada. E gastando meu bandwidth à toa no meio dessa internet. Well, fuck you, okay? Fuck! You!

- Se ajeite, meu velho: Converse com ela, flerte um pouco. Não se aflija. Nada demais irá acontecer caso vocês não fiquem juntos – me escute. Vocês continuarão vivendo suas vidas, indo aonde estavam indo antes de se conhecerem; antes de qualquer coisa ou amor ter surgido na sua cabeça. Eu lhe garanto. Tudo vai ficar bem.

- Então porque eu não me sinto melhor?

Palhaços.

A série de fotografias Take 10 produzida pelo Guardian mostra dez palhaços essa semana. Ex-lutadores, velhos que não gostam de crianças, universitários transsexuais e professoras de matemática.

Quando palhaços se reúnem, há risadas, quedas, abraços, grandes sapatos sendo avaliados e discussões sobre a substância mais poderosa para colar perucas e narizes. Quando um palhaço morre, os amigos, à caráter, se reúnem para jogar confete na sepultura.

Toda vez que um palhaço entra na assossiação internacional de palhaços (A Clowns International), ele registra sua maquiagem individual. Nenhum rosto é igual a outro.

Uma boa opção.

Nada para se fazer à tarde? Uma boa opção é parar de dormir à noite. Truman Capote fê-lo. Dormir à tarde, e passar a manhã e a noite fazendo, criando. A tarde não lhe servirá de nada mesmo: a noite é quando a mente consegue chegar mais longe. Certamente ajuda ter vários filmes para ver. Pode-se, também, passar a melhor parte das horas assistindo entrevistas de escritores, falando sobre escritura, até dar uma dor. Uma hora cansa. Uma hora, com certeza, não se aguenta mais tanta umbilicagem e, aí, tem de se levantar a cabeça. “Poxa, não sabia que existiam tantas cores assim no mundo!”

Aí sim pode-se dormir à noite.

Margaret Atwood on the difficulty of writing.

Tubing.

01. Telecurso 2000, Monty Python style: Look Around You. 02. Não fosse a classe e a sabedoria de Aldous Huxley, esta entrevista seria ainda pior. Veja aqui uma muito melhor. 03. Origin Of The Universe, por Stephen Hawking. Buracos negros, powerpoint e Woody Allen. Imperdível. 04. Charlie Rose, o entrevistador, entrevista seu duplo. Discutem o futuro da tecnologia, o Google e o porquê de Steve não estar feliz. By Samuel Beckett. 05. A gente veio foi de uma garrafa de coca-cola.

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